Por: Ítalo Leme

No Brasil, os provedores de acesso à internet obtiveram licença para a comercialização deste serviço em 1995. Nesta época, os brasileiros estavam engatinhando no uso de computadores, tendo os primeiros contatos com o sistema operacional Windows 95, e aprendendo a navegar e trocar e-mails através de conexão discada.

Nestas 2 décadas, muita coisa aconteceu...

Redes sociais como LinkedIn lançado em 2003, Facebook em 2004 e YouTube em 2005 foram se popularizando com o passar dos anos e despertando a atenção do empresariado nacional.

Grande parte das companhias nacionais passaram a enxergar as redes sociais como ambientes propícios à fomentação de negócios voltados ao consumidor final, mas não a transações entre empresas, porém, há alguns anos, inevitavelmente, muitas indústrias começaram a se render a este universo.

A analista da eMarketer, Debra Aho Williamson, afirma que as indústrias têm passado a apostar nos sites de relacionamento para estreitar a relação com os clientes, e segundo seu estudo, 68% das companhias que vendem para outras empresas já aderiram ao engajamento na web social, e muitas empresas ainda avaliam a eficácia das mídias sociais para a cadeia de negócios business-to-business.

O monitoramento das redes sociais é essencial para supervisionar o que estão dizendo sobre a marca e acompanhar as ações dos concorrentes, lançamento de produtos e tendências de mercado, além de permitir a agilidade nas ações e reações.

Tratando-se de uma ferramenta de comunicação instantânea que excede a simplicidade da transmissão de mensagens, as mídias sociais oferecem às marcas a oportunidade de interagir com sua audiência de forma humanizada, ao invés de falar com uma multidão em uma tentativa desesperada de atrair a atenção, por isso, é necessário que a corporação disponibilize mão de obra qualificada para responder rápida e consistentemente, estendendo a mesma experiência positiva do contato presencial.

As equipes de social media devem transmitir informações relevantes com agilidade, oferecendo fácil acesso a links úteis, formulários e outros pontos de contato, otimizando a coleta e processamento das demandas. A utilização de plataformas de gerenciamento e automação facilitam a administração das postagens que devem ser feitas de forma segmentada, filtrando a audiência por preferências ou bases específicas de e-mails cadastrados.

Apesar dos altos investimentos que estão acontecendo em divulgação patrocinada via ADS, as empresas não devem se manter inebriadas com os índices de aprovação popular nas redes sociais, pois popularidade não é necessariamente sinônimo de aumento de vendas.

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